
Ir à escola para muitos alunos está se tornando uma tortura para centenas de estudantes, não só do Paraná como de Jacarezinho também. Com o início das aulas nos estabelecimentos de ensino nesta semana, a preocupação com o bullying se torna novamente constante. O termo compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente por um ou mais estudantes contra outros.
A vereadora Maria Luiza Boberg (PMDB) destacou nesta semana que deverá fazer novamente um pedido para a Secretaria Municipal de Educação promova aos trabalhadores de ensino no município uma metodologia para evitar o bullying.
“É muito importante que todos os funcionários da escola, desde o diretor até a pessoa que cuida dos serviços gerais participem desta metodologia para evitar estes tipos de situações”, complementa a vereadora.
Entre as atividades mais comuns do bullying é colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, ignorar, perseguir, aterrorizar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, entre outros. Uma recente pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontou que quase 70% dos alunos do ensino fundamental já foram vítimas ou causadores de agressões dentro de sala de aula.
Entre as formas de agredir e ser vítima apontada pelos pesquisados, 67,5% disseram já terem feito ou recebido xingamentos. A segunda forma identificada pela maioria é o uso de apelidos pejorativos (64,3%). “São números muitos desfavoráveis, mas tenho a certeza que com este preparo aos educadores teremos resultados positivos”, comenta Maria Luiza Boberg.
Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo.
Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar se torna totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo. “Estas situações tem que ser controladas desde crianças”, finaliza a vereadora Maria Luiza Boberg.
Assessoria